sexta-feira, 8 de março de 2013

Hora




É tudo tão só aqui no quieto da noite
que as vezes nem sei se fui
ou se ainda estou

inquieto instante momento
que já se foi
e é.
O mundo da o ar
da graça.
São horas passadas
que amanhã me custarão
os olhos
a calma,
e talvez a paz do dia.

E é custoso, além,
saber um tanto mais
do atemporal costume de viver.
seguindo a vida
nas vielas do castelo
escondido no topo dos corações.

Eu ainda sei
que nada para
e não se sabe aonde vai parar
além da imensidão do infindável mundo.

Derivados sons,
encruzilhados sentimentos
São pássaros passados
que não tem preço.
Sem olhar pra trás.

Então me vejo e acho graça
porque não há nada de mim
nas horas

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Inerte




Existe além do chão quebrado,
além do céu empalhado e estático,
uma estrada sinuosa e turva
onde meus pés não invocam,
onde minhas lagrimas não chegam ao solo.

Há além do limiar horizonte dos nossos olhos
um grande e pertinente buraco
que se alastra cada vez mais pra dentro,
pra cima
e pra baixo
cortando todas as veias,
explodindo todos neurônios,
gotejando cada ser
aos poucos
na margem da vida.

Existem dois pés
um par.
Existe milhares de imensas chaves
e sua mão não consegue alcança-las
quanto menos apanha-las.
São só chaves, não se vê fechaduras.
Adornadas chaves sem segredos
retas e lisas
feitas pra trancar o futuro
e deslocadas pro nada.

São todas cordas bambas
tensas num rastilho desgastado
levando sangue,
captado e bombeado
de forma amplificada e contraída.
São ondas de fumaças douradas
que insinuam uma silhueta torta
e rasgada de um ser mórbido,
apático e incapaz de se reconhecer,
incapaz de achar seu bem.

Despido de pretensões
Vontades
Satisfação

Uma forma abstraída,
focada egoistamente num centro de pensamentos
completamente emaranhados.

A ponta de um iceberg de diamante
que brilha e reluz, sob a fria aurora
que baila suas curvas,
a luz do enfraquecido astro
que diz um adeus aquentador no horizonte
distante.

Há areia,
Gelo,
Grama, terra e pedra.

Há vento,
Chuva,
Relógios, cadeiras e chás.

Há um além desses olhos mortais
destinados a prisão da própria mente
num amontoado de papel-moeda
sentado, falando sozinho.


Há um nome na certidão,
há uma presença na multidão,
por mais que não seja a intenção,
nem a vontade,
ainda existe um corpo vivendo aqui fora.

Mas esse não sou eu.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Momento




Apenas sabe-se que não há vida atrás do opaco ardor dos seus olhos

Profundo e gotejante negro, que avassala em uma espiral

Sereno e sincero olhar interior, calmaria da alma

Os dedos retalham as cordas, e elas soam raivosamente ecoando dentre as ondas do seus cabelos e barbas dourado palha.

Suas feridas estão expostas, seu ardor está vibrante,
suas chagas são cartazes, seus sentimentos estão a venda
mas o preço não atrai ninguém
e a arma apontada para sua cabeça não ajuda

Entre os lados possíveis, as pernas bambas e fracas
entorpecidas pelo som, tentam fraquejantes sustentar a caixa esquelética que circunda seus pulmões inicialmente esfumaçados

Há uma cortina de pelos tampando o rosto e uma estranha camada de despreocupação alheia vestida na pele, incrustadas nas rugas que já morreram na sua destemida face risonha. já se foi.

O pano que recobre seus ombros são tão falhos e imundos quanto o topo de sua presença. estão rasgados, velhos, parcialmente inutilizáveis e provavelmente com mal cheiro, mas o desvio é um grande favor na alienação dos sentimentos, e não importa o que saia dos seus pés e dobras, há sempre uma rota alternativa para um conforto inocente.

Sua ferramenta esta longe de causar alguma intimidação
ela atrai e repulsa tudo que poderia se imaginar da soma do ser e da coisa.
ela é uma via, aonde os fatos passam do inconsciente dormitório ao passeio de manhã num jardim de outono, ainda que com sua camisa de força e suas coleiras cheias de peso metálico.

Ainda que impreciso seus apêndices sobre a condução de uma expressão, existe um verdadeiro e profundo sentimento sendo gritado ali, de dentro pra fora, e há poucas coisas que possam captar e vibrar ainda que dissonantes, em resposta a vontade de dizer algo.

A perícia é minimamente requisitada, desde que ainda seja de forma real.

Não se trata de alguem...

E ainda que totalmente deturpado o sinal, a frequência e forma única, simples e sofisticada com que esses ventos ganham direção, eles ainda estão soprando, e assoviando em cada curva

Deixando para trás cada momento morto
e matando um novo presente.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Grow up



The age is shipping to normality of human's life, and then, the death for conclude.

Maroon Ghost





There is nowhere to escape.
Tomorrow you and I will be us again, and when we are not, we'll be you and me. on each alone side, being truly ourselves only when we don't need be for someone.

There is no importance ...
And nobody can see.
No one needs to see 'cause everyone are the same shit,
the same maroon ghost.

Be forgotten, forget

and not caring.
This is just a passing and the end always comes with a reliever smile.


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Cover


Sneezy, sneezy, sneezy boy...
You must  forget them
and play with a toy.

Pretty, pretty, so pretty deploy...
You've got the key
let turn on, on the door.

Creep, creep, creep in the fall...
Your mind is ripped
there is no one to call.

Wooooooooooow.

Build, build, building the wall...
Smash and crush 
and hit them all.

Question and ask and question again...
Mend with your skin
all to cover your pain.

Okie dokie, smelly doo...
Eating my nose
and walk like a fool.


I wish for all a slow and painful death, more than is happening to me and less than is happening for them...
...In a coffin on the open sky


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Bem-vindo meu filho



Olá...
Diga olá aos contornos do dia
cerre seus olhos com a força de mil elefantes
estenda sua mão fraquejante, aquém de si mesmo
e se embebede do liquido visceral, matinal, que cobre as horas

Diga bom dia aos pássaros que não voam por você
cerre seus punhos sem obstinações e pretensões
guarde dentro do seu estomago as emoções
e consuma todo o ódio da ultima noite.

Diga olá para seus bons companheiros
aperte sua gravata, pigarreie, estique seus ossos
minimize sua pupila, esvazie a mente e abra a janela
ilumine artificialmente, do alto de seus números, seu rosto inchado

Diga seu nome, diga seu registro, insira seu código
bip bip
são os códigos
enfileirados em barras
bip bip
são os números chamando na sua cabeça

Não diga boa noite, não há carência
Não diga adeus, não é preciso
Não se contradiga
Amasse a bula, coma a cartela
tome toda sua abstinência num gole

esqueça que você viveu
a essência se perdeu
e você morreu há anos
quando decidiu deixar
de viver.
você não precisa
mais ser você
só deixe ser
o que é
impreciso.
estamos
todos mortos
e caminhando
em amontoados
de pseudo-emoções
pseudo-consciência
agarrados em bóias furadas
no rio da morte
encharcados de verdade.

Já se foi.
Diga bom dia,
Seja bem vindo novamente.

sábado, 3 de novembro de 2012

Sarcástico Senhor Sabe-tudo



Alaranjado horizonte
cortante vento na face

A fumaça que envolta no seu rosto te tira a visão do por do sol no vale a esquerda
somado aos óculos que vieram de troco. vagabundos.

O gosto azedo do resto de vinho barato que fica na boca, da noite passada
os dados batendo contra o vidro

A dificuldade de focar sua mente
na compreensão estendida do que é viver

As cordas soltas, soando como num folclore
te dançando mesmo que seus braços estáticos estejam grudados às rédeas

não deveria haver pretensões
esperanças e indagações
só a paz na longitude solitária.
Um sol morno que te esquenta contra um vento frio e árido

O deslizante som confuso, se emaranhando com timbres
fluindo como gotas coloridas do tímpano para as veias
soprando como nuvens escoando para o seu cérebro.

Você reserva o controle total a uma só personalidade
mas ao invés disso, são todas as diferentes formas de viver
que assumem o volante, e te guiam sem rumo ao fim da estrada.

Você tenta caminhar no vento com seus dedos
mas ele só passa por você, ignorando sua resistência
você não sabe mais aonde deve abriga-los.

Não há mais nada palpável
e isso talvez faça com que qualquer coisa
seja um objeto do qual você possa pertencer
e indiferente de seu real valor,
desde que ele esteja por um tempo com você
e permita que você seja nele.

pó, pedra e madeira
divididos com os pássaros.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Além do Limite




mantenho associações sociais e convívio remoto por pura psicose e masoquismo.
as vezes acho que o ruim seria melhor mesmo. aceitar que as coisas nunca vão ser como eu quero
que as pessoas nunca vão me corresponder como perfeitos robôs incrivelmente alinhados a uma linha de produção efetiva. e que a loucura e a ignorância seria a fonte de anestesia mais eficiente do mundo.

essa imensurável vontade de abrir a única porta solitária no meio do deserto.
e se ver diante de um espelho cru, cruel, impiedoso e real, apesar dos pesares
tão qual a Própria porta.
vontade essa de correr de encontro com o lado de fora, abraçar o próprio corpo como
se fosse o único ponto fixo pra se olhar.
mas o passo adiante não me revela nada
mais um passo adiante e o espelho me joga pro lado irreal de volta
e eu me dobro pra ver minha face de volta.

o relógio que me prende no adverso mundo de fantasias
o calendário que me prega na rotina
e todo o pequeno e sempre sugestivo dinheiro
que me faz não ser. que tenta me dominar.
cada edificação que torna o deserto menos habitável
cada pessoa como um pequeno alfinete atravessando o espelho
destruindo pequenas porções de sua superfície.

tudo isso
e nada disso
vai mudar o padrão impróprio de auto-mutação.
vou continuar coexistindo com a vida
sendo subjugado por meus pensamentos,
condenado pelos meus olhos.
mergulhado nos meus ossos
sendo errado sempre por opção
e não Sendo por coincidência

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Anesthesia





I pray every night for madness
by comfort in pain
by indifference in absence
and in the rationale of things

by madness

every night
I cry for fear it

anesthesia

There is no fear in madness.
there are only feelings misinterpreted
caged on a gray brain,
without any key.
sucking all life with your black hole eyes.

no fear, no pain and no distance between now and nevermore.

but, there is an action.
a distraction within a blink of an eye

where two points on a same sheet that folds, meet.
and here comes the boom end!

Soothing, calm and quiet.