sábado, 3 de novembro de 2012
Sarcástico Senhor Sabe-tudo
Alaranjado horizonte
cortante vento na face
A fumaça que envolta no seu rosto te tira a visão do por do sol no vale a esquerda
somado aos óculos que vieram de troco. vagabundos.
O gosto azedo do resto de vinho barato que fica na boca, da noite passada
os dados batendo contra o vidro
A dificuldade de focar sua mente
na compreensão estendida do que é viver
As cordas soltas, soando como num folclore
te dançando mesmo que seus braços estáticos estejam grudados às rédeas
não deveria haver pretensões
esperanças e indagações
só a paz na longitude solitária.
Um sol morno que te esquenta contra um vento frio e árido
O deslizante som confuso, se emaranhando com timbres
fluindo como gotas coloridas do tímpano para as veias
soprando como nuvens escoando para o seu cérebro.
Você reserva o controle total a uma só personalidade
mas ao invés disso, são todas as diferentes formas de viver
que assumem o volante, e te guiam sem rumo ao fim da estrada.
Você tenta caminhar no vento com seus dedos
mas ele só passa por você, ignorando sua resistência
você não sabe mais aonde deve abriga-los.
Não há mais nada palpável
e isso talvez faça com que qualquer coisa
seja um objeto do qual você possa pertencer
e indiferente de seu real valor,
desde que ele esteja por um tempo com você
e permita que você seja nele.
pó, pedra e madeira
divididos com os pássaros.
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