domingo, 12 de setembro de 2010

Biométrico



Talvez em momentos de extremidades
é que dizemos a verdade,
que estava entupida nas veias há tempos,
ou talvez,
dizemos o que não queríamos dizer
nem devíamos...
Nos comprometemos demais.
Em meio tempo,
em meio a outras palavras convencionais
esquecidas com o apagar dos dias.

Aberta agora as cortinas do espetáculo
e a mente dos leitores, e,
aos olhos do atento ouvinte,
vestem-se mascaras de orgulho,
de conceitos,
e de ações automatizadas por nós mesmos!

Almas dançam, contracenando com
a política dos atores diários
em meio a hipocrisia celestial
e o senso do convívio social...

Certo tempo tenho andado cabisbaixo,
e talvez por isso não tenha notado...
Que agora, assim como sempre

existe vias, saídas, válvulas.
Sorrisos que abrem caminhos pra que eu possa
junto caminhar!

Uma multidão
varrida de mãos, dispostas a equilibrar
e dar "continualidade" num ser.

Uma, ainda que pequena, mão,
mostra-me uma imensidão
de um ser completo.
O sentido desperto
em alvorada que envolve os sentimentos
e pensamentos vendados, lacrados,
ao olhar vago dos desapercebidos.

Tudo em sua forma...
Desvendar de novo,
o que a vida nos traz a viver!

Tudo esse, de modo
confortavelmente exacerbado,
que cabe num tamanho só...
punho meu cerrado.

sábado, 10 de julho de 2010

metalic blow Blues




faz me desligar de tudo
e de mim mesmo...
daquilo que me constitui o dia
me livra do que esta longe
do que esta perto
ou adiante...

danço, rodando dentro de um eu
que desconheço nos momentos
que não estou em sua companhia
entre uns e outros caminhos...

me faz levitar internamete
e eskecer rancores e dores,
as ancoras,
arrastar as trancas,
e tudo akilo que me prende
a outras coisas,
a outras pessoas...

me faz eskecer do mundo.
que ele existe
que eu preciso respirar
e me importar com o amanhã.
ó sim, o vazio amanhã...

me leva pro meio do oceano vazio
aonde eu me bailo flutuante
sem ver, nem ser
niguem...

me faz kerer sentir mais

entorpecente droga sedativa da realidade
alucinando momentos aonde o nada está de braços com o tudo

e só existe o caos... ou não!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

LE-PENDU




Já pensou
como é engraçado
o tempo todo
que ficamos
enforcados pelos
pés,
sentados
de cabeiça pra baixo nos
nossos calcanhares,
parados
pra pensar ?...

Pensando sem parar.
E o pior, ou nem tão
é que
pensamos parados.

A chaleira apita ao fundo
e enchemos a boca
pra dizer
entre os dentes
aquilo
que fisgamos em
pequenos baldes
nas nossas almas.

E voltamos a nós
mesmos,
mesmo sem ter
saido.
Mas há algo
que as-vezes-sempre
impede
que alcançemos
nós mesmos.

Nas estradas
que em veias se abrem
na metade do caminho
pra mente,
se fazem
das vias
aérias
cargas pesadas
pro sangue
arrastar
até a bomba mãe
que, se encarrega
de destribuir
dentre tantos,
aos olhos
e a boca...

Nos juramentos
feitos na mente
pra vida
não há nenhuma meia verdade
que se transforme por inteira
com o Sr. tempo.
Que costuma brigar
e obrigar
a acontecer...
Pelo menos
o (des)conforto
que na íris
se reflete
e vê.

Em mãos
estão
todos destinos.
Basta só querer
escolher...

Aperta-los.

ou

(a)Larga-los

E é sobre nada
que tudo começa!

É sobre tudo
que o nada não cessa!

domingo, 25 de abril de 2010

Viante





Viver.
Mergulhado num grande poço profano de pensamentos
da onde só provem merdas e mais merdas
e a cada minuto mais atolados estamos...

Morrer um pouco em cada um dos dias do nosso dia-a-dia,
visando o fim que não avistamos
e quando dobrarmos a esquina
a surpresa que nos saudará será tão óbvia quanto a vida pode ser,
ou queira ser.

Caindo em nossas graças,
das oportunidades geradas de um simples sentimento...

Do qual enchemos nossos corações
para esvaziar nossa mente
e provavelmente,
seguir em frente...

Sem ter que ser!
Apenas querer...
Sonhar, sentir...
Viver...

Num mundo que não é nosso,
mas,
está em nós
e que vai muito alem disso...

Que bom seria, se eu pudesse não pensar.
E pq mal seria se tornar aquilo que keira ?...

Viver...
É tão simples,
ou pode não ser!

Ser vivo.
Ser.
Vivo.
Viver!