quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Estranho em casa



Não há um começo em definitivo.
você vai se lembrar de fragmentos...
de flashes escurecidos de seu eterno baú empoeirado
mas não vai saber tomar em suas mãos um lápis
para desenhar o que representa o começo.

A loucura... a média...
a margem do qual seu nome vai pertencer
seus olhos e sua imaginação
até aonde sua mente pode cogitar o irreal
todos os limites

Do tamanho de uma semente e não mais.
com os braços dispostos a abraçar todo o mundo.
você deve ter todo o sentimento pra que possa ser crédulo

Deve erguer uma pá
construir uma árvore
e plantar uma casa.

Você tem que acenar para eles,
como se entendesse sua posição.
você tem que sorrir. Tem que acenar!
e ler e ouvir todos os contos fajutos
que vão te cercando.

Não há tanto tempo para encher todo
esse saco com quinquilharias.
você deve se lembrar antes dos trinta

Deve salvar a si mesmo

Encontrar-se arrastado
debruçado na vontade

Aguardado a verdade real
dolorida e fiel aos traços
do trilho construído pelo próprio punho
martelado pela própria alma.

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