Hoje eu acordei para o fato de que eu realmente estou morrendo aos poucos.
debaixo da agua caindo com barulho de chuva nos meus cabelos eu me atinei.
eu que não sei de quase nada, que já tentei me expandir para todos os lados.
Hoje acordei pra morte
Algo me fez conversar tanto comigo mesmo sobre o que eu me proporcionei
e o quão eu sou um homem comum, medíocre e ordinário
que soma números iguais aos outros, sem méritos reconhecidos, e com razão.
Fiquei tanto tempo pensando nisso que me enruguei.
Fiquei tanto tempo me recolhendo em mim mesmo
que quando me dei conta eu estava lá,
de pé, olhando pra rumo nenhum,
como se eu estivesse vivendo numa realidade pontilhada.
Eu sequer tenho um espelho pra me olhar.
Não estou me cobrindo com nada pra falar sobre isso
e o pior de todos os fatos é que mesmo eu achando que sei sobre algo
não me muda o suficientemente pra que isso se torne algo irreal no momento.
Talvez isso contribua para que eu me forme melhor posteriormente.
É a única coisa que me reconforta e me deixa menos triste comigo mesmo.
Esperar que amanha eu não precise esperar
e que as coisas vão, por si próprias, tornando-se algo da qual eu construí estagnado no início.
O objetivo principal não é a auto-depreciação, nem a sociopatia...
Mas é claro mais agora que nunca que me usar pra me salvar está, cada dia mais,
acabando comigo mesmo
e o tempo que eu perdi, eu nem sei. E mesmo que soubesse!
Não há diferença. Eu vou continuar errando até que não haja mais tentativa.
Tudo forma um ciclo:
O desgosto por ser e
por saber,
o desgosto por desgostar
e não mudar, denovo então por saber
o que me joga pra qualquer outro item acima novamente e o recomeça.
O conforto que eu espero pra vida só vira quando não existir mais nenhuma questão
e isso só vira no final, meu belo amigo
no final, meu único amigo...
e eu Ainda me sinto confortável em viver errado!

Nenhum comentário:
Postar um comentário